Arquivo para MPB

Convocatória – Lançamento do Festival Internacional de #MusicaLivre – #FimLivre #CulturaDigital

Posted in Uncategorized with tags , , on abril 5, 2011 by osviralatacaipira

Escrito por admin em abril 5th, 2011 em Liberdade de Expressão, Participação Popular

Nós, do movimento Música Para Baixar (MPB) compreendemos a música não apenas como entretenimento mas como uma forma da liberdade de expressão de ideias e sentimentos humanos. A falta de transparência na distribuição de recursos advindos da produção e o acesso intermediado por monopólios não contribuem para a diversidade musical brasileira tampouco para uma maior geração de renda dos artífices envolvidos na cadeia produtiva da música.

Vivemos um momento de definições do que é acesso e produção de música. As novas tecnologias, atualmente por terem a capacidade de ampliar as possibilidades de democratização da comunicação, da música e do conhecimento, atravessam um processo de ataques institucionalizados de diferentes setores que acirram a vigilância e o controle sobre o ambiente digital. Leis que regulamentam a circulação de conhecimentos e de propriedade intelectual são cada vez mais rígidas e engessam, por sua vez, as possibilidades criativas, com nítidos objetivos de determinar o que será consumido como cultura.

Ao mesmo tempo, observamos uma histórica segregação das mulheres em determinados espaços na sociedade, da qual deriva a situação de discriminação, invisibilidade e desvalorização da produção das mulheres presente, ainda hoje, também no âmbito da cultura. Queremos, através do Festival, contribuir para a inserção das mulheres em todas as etapas do processo de produção cultural.

O Festival Internacional de Música Livre (#FimLivre) será um espaço de mostra musical e debates, em que valores como colaboração, flexibilização das leis de direito autoral, generosidade intelectual, ativismo, troca, criação livre, licenças livres, redes sociais digitais e produção compartilhada serão elementos a serem discutidos enquanto novas possibilidades que integram a produção musical e desenvolvimento local. Representam um momento único de reapropriação da música, arte, tecnologia e comunicação colaborativa, por todas e principalmente par aqueles que até agora foram excluídos do acesso à criação, produção e apreciação da música.

Reconhecemos o apoio e parceria do Governo do Estado do RS que, através do Gabinete Digital do Governador Tarso Genro, constrói o #FimLivre de forma colaborativa com ativistas da cultura e música digital, para que nesse processo possamos também elaborar políticas públicas para o desenvolvimento de uma sociedade livre para o bem comum, em que a mais pessoas participem desse processo, efetivamente, desde sua concepção até sua implementação.

O desafio também é pensar políticas públicas que considerem as práticas da internet, que organizem cadeias produtivas e modelos de criação, produção e apreciação da música, que fomentem relações sociais, culturais e econômicas justas e transparentes, sem intermediários, para que exista cada vez mais equilíbrio entre remuneração justa d@ criador(a) e gestor(a) das suas obras e o livre acesso aos cidadãos.

Sob essas perspectivas, o Movimento Música Para Baixar convoca organizações, coletivos e indivíduos para lançamento #FimLivre, que acontecerá na Casa de Cultura Mário Quintana, no dia 13 de abril às 16h em Porto Alegre.

O lançamento do #FimLivre é também parte da programação do Festival IberoAmericano “EL MAPA DE TODOS” que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de abril, em Porto Alegre, com participação de artistas de diversos países. Saiba mais: http://www.elmapadetodos.com.br

Serviço:

O que? Lançamento do Festival Internacional de Música Livre – #FimLivre.
Onde? Casa de Cultura Mário Quintana – Porto Alegre
Quando? 13 de abril às 16h.

O lançamento será transmitido pela internet. O endereço da transmissão será informado neste link: http://openfsm.net/projects/fimlivre/blog/ e nas redes sociais.

Contatos:

Gustavo Anitelli (11) 86996683
Richard Serraria (51) 91047759

DIA 25 É SHOW E REFLEXÃO

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , , , on setembro 17, 2009 by osviralatacaipira

niverbotiasquesnovomesmo que as discussões forem rolando de forma caótica a princípio, como centelhas de provocação, alguns eventos em cuiabá estão colocando conceitualmente sua posição em relação aos temas que o movimento música para baixar (mpb) tem provocado no cenário musical e cultural nacional, aqui também em cuiabá, vem se desenvolvendo como um embrião que busca se basear nas bases efetivamente.

não vejo como um processo que deva vir agendado de cima para baixo, estamos colocando as coisas em todos os lugares passíveis e que estejam abertos para comungar novas informações e capacidade de se articular com essas práticas, no que tangem à produção musical, seus desdobramentos, como circulação, direito autoral, apropriação tecnológica, software livre, formação de redes colaborativas, liberdade na internet para a troca de conteúdos e compartilhamentos criativos ativos políticos ativistas, com direito a todas as diferenças se manifestando com seu comportamento, mas buscando lutar do mesmo lado contra questões nacionais e locais que infringem contra a vida da maioria das pessoas.

dia 25 no aniversário de tiasques e branco ou tinto, com show de ambas as bandas + fuzzly + pé rachado + osviralata. no clube feminino. a partir de 21h.

Underdogs

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , on agosto 24, 2009 by osviralatacaipira

A viola caipira e rock”n roll dos Viralatas

Fama de malucos, jeito de quem não tá nem aí pro mundo, eles provam que as aparências iludem. No show, propostas definidas, inspirações libertárias e políticas

Leidiane Montfort
Da Redação do Jornal A Gazeta (MT)

Depois de um show marcante no Cine Teatro Cuiabá o grupo Os Viralata volta ao palco. Mas ninguém garante que será da mesma forma, jeito ou pegada que surpreendeu os que compareceram ao lendário teatro na Capital. Afinal dos irmãos Eduardo Ferreira e André Balbino pode se esperar quase tudo. Fama de malucos, jeito de quem não tá nem aí pro mundo, eles mostram que a aparência ilude, afinal o próximo show da banda vem com marcas e propostas bem definidas e inspiração libertárias e políticas. E pelo menos a promessa é de uma apresentação para fisgar os amantes do bom, velho e gostoso rock”nroll.

Criado a partir das violas caipiras e inspirações do rock dos irmãos André Balbino e Eduardo Ferreira, Os Viralata é composto por Anna Marimon ( poeta), Amauri Lobo, Danilo Bareiro e Rubens Lisboa. Juntos eles vêm realizando pesquisas sonoras com as violas e buscam ampliar suas possibilidades para além dos modismos. A proposta é de explorar as infinitas combinações que a viola oferece. O trabalho está em fase de transição e perspectiva de uma mini turnê nacional passando por Recife, Florianópolis, Brasília e Porto Alegre, o objetivo é ainda interagir com artistas locais.

O som da banda traz blues, rock”n roll, pagode mineiro, umas classicosas fakes inventadas, funk, samba, brega. Tudo numa salada mista de experimentações de músicas de autoria de Eduardo Ferreira e André Balbino que são ancoradas por experientes músicos do cenário matogrossense e também de performance de interpretação e poesia com Anna Marimon, primeira-dama do bando. “Flertamos com vários estilos mas a viola transcende a qualquer rótulo”, declara Ferreira.

Re-Mecânica- Os Viralata se apresentam nesta quinta na festa que é uma releitura de um “furdunço” cultural que aconteceu em 1983 em Cuiabá, em que os artistas independentes da terra em que se dizia encontrar jacarés nas esquinas e cobras e índios por todos os lados queriam se firmar que eram mais que isso. E eram. “Naquela época a Mecânica da Palavra conseguiu criar um cenário de postura política e social em que se firmava fortemente a postura do que nós defendíamos e acreditávamos de princípios libertários e anarquistas. Rolou muita loucura, claro, mas tudo era dentro do contexto daquele momento. Agora a Re-Mecânica se propõe a ser um evento de efervescência da cultura urbana de Cuiabá. Uma emblemática pausa para reflexões”,.

O evento multicultural vai contar com participação de poetas, músicos, palhaços, atores e artivistas. A Re-mecânica acontece nesta quinta, dia 13, no Clube Feminino, na rua Barão de Melgaço, próximo à Cemat, a partir das 18 horas. O evento marca ainda o lançamento do movimento Música Para Baixar MPB- em Cuiabá, um movimento nacional que alia princípios de tecnologias livre, direito autoral flexível, cultura colaborativa, cultura livre, cultura digital, enfim, o movimento é libertário e se norteia por princípios autogestionários. “Uma espécie de “faça você mesmo”, com um avanço para o “façamos nós mesmos”. Um contraponto ao capitalismo voraz, uma atitude frente ao mundo insano do consumismo desenfreado e inconsequente”, na opinião do artivista.

BOX

MPB- Música Popular Para Baixar- Essa é outra paixão do viralata Eduardo Ferreira. O movimento busca discutir o futuro da distribuição dos produtos da Indústria Cultural como músicas, livros, peças, etc. “A dinâmica do mundo mudou, o que estamos questionando é o direito à liberdade de aceitar o que é imposto. Queremos a flexibilização dos direitos autorais”, declara.

Eduardo lançou o livro Eu Nóia em que aplica o conceito de obra compartilhada e autoriza a divulgação do que nele está impresso. “O pensamento é o de expandir o alcance da sua obra, querer compartilhar o que você fez, ou está fazendo, com o mundo. Muitos artistas estão se juntando nesse esforço como Tico Santa Cruz, Leoni, Teatro Mágico, dentre tantos outros. Não dá para fingir que os tempos não mudaram, a dinâmica de produção e divulgação são outras. É preciso pensar no futuro, uma vez que as atuais estruturas de direitos autorais estão mais do que ultrapassadas e falidas, como o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) em que só se ouve falar mal, e que não dão conta da realidade trazida com a Internet. Afinal, quem é capaz de controlar a distribuição na internet?”, questiona.

O que parecia brincadeira está se espalhando e formando redes sem volta. A internet revolucionou as estruturas da indústria cultural e suscita novas discussões na sociedade. Hoje quando o artista compõe uma obra, automaticamente ele já está protegido por direitos autorais. Esses direitos, na visão de Eduardo, funcionam como instrumento de manutenção de poder. Para exemplificar o músico cita a lei que ficou conhecida como Mickey Mouse, segundo a lei o ratinho mais famoso do mundo ao completar 70 anos entraria em domínio público (livre acesso e divulgação). Perto do prazo expirar, graças ao lobby forte dos empresários norte-americanos, o prazo se estendeu para 90 anos. “Há toda uma indústria que luta forte para manter essa estrutura. Só eles lucram, os artistas não”.

O intuito do MPB é fazer as obras circularem. “É quebrar a normalidade do sistema. Mas tem gente que não aceita, são os que se assustam com esses princípios libertários. Cenário que aponta uma grande falta de informação sobre o anarquismo, que não é bagunça e sim uma organização social coletiva para a qual o mundo se encaminha”, pensa Eduardo.

Mas como ficam os direitos de quem cria e seus lucros? Eduardo conta que escreveu uma tese em que se aprofunda nos novos modelos de negócio. Mas adianta que é preciso pensar diferente. No mundo em que segue o trilho do software livre o pensamento fransciscano é a tônica do processo. “Quem dá recebe. O problema é que por muito tempo o pensamento foi de apenas receber. Agora, as lógicas que funcionam são completamente novas, com sensibilização e responsabilidades mais humanas. O novo sempre vem e é preciso estar atento”, finaliza.

re mecânica da palavra com espírito livre

Posted in Uncategorized with tags , , , , on agosto 17, 2009 by osviralatacaipira

a tônica do pré lançamento MPB em cuiabá foi: se você chegou aqui esperando algo pronto e acabado tal qual o show business, podemos garantir que veio ao lugar errado: isso tudo é um hapenning, literalmente, um acontecimento tipo façamos nós mesmos, então tudo aqui será construído por todos que aqui vieram.

o espírito livre pegou. nossa concepção ao realizar esse evento foi de que todos participassem desde o princípio, ajudando a produzir o próprio acontecimento, o que quebrou totalmente os padrões dos velhos shows. um show de liberdade e celebração de diferentes modos de expressão.

rolou uma apresentação especial dos alunos do pio toledo, com versões bacanas de músicas de minas gerais (clube da esquina), de mato grosso, de música brasileira, com uma formação de seis violões, flauta doce e vozes, rolou uma roda desom, no meio do salão do clube feminino, quebrando a noção do espaço, criando outros espaços fora do palco italiano, aproximando as pessoas, cantando junto com as pessoas, com os poetas interferindo sempre, enfim, uma performance de abertura que já deu o tom do que seria a noite.

mural documentário, com referências de três décadas, dos anos de 1980 até hoje, grupo de teatro popular, do luis carlos ribeiro mandando ver com trecho da peça “mala de fugir”, discursos aleatórios, conversas de pé de orelha, onde ninguém queria discutir mercado (muita gente de saco cheio do predomínio do mercado sobre a arte, sobre a estética, sobre a ética…), onde o espírito de liberdade criativa e colaborativa reinava. e isso foi especialmente lindo.

depois vieram as bandas que fizeram shows memoráveis.

a noite do re mecânica da palavra abriu uma nova janela na perspectiva dos cuiabanos, todos saíram dali com um algo mais no sorriso e na vontade de continuar esse movimento.

em setembro faremos outro evento e mais gente se dispôs a colaborar trabalhando para que continue acontecendo e que cresça ainda mais a mobilização.

sugestões de muitos indicam que o próximo seja na universidade federal. depois as praças. agora com desconferências e formação de grupos de estudos para aprofundar as questões que permeiam a contemporaneidade, tais como, cultura digital, direito autoral, tecnologias livres, arte e transgressão, cultura e liberdade…

MPB é música para baixar

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , , on julho 29, 2009 by osviralatacaipira

(escrito por eduardo ferreira)

Uma movimentação nacional no segmento musical vem se constituindo de forma madura e consistente através de várias iniciativas coletivas, organizadas e super ativas, adiantando-se, e muito, em relação às políticas públicas deflagradas pelos poderes constituídos, buscando solucionar os inúmeros problemas que acometem a cadeia produtiva desse segmento. Na minha visão isso faz parte de um momento de profundas transformações nas relações de produção da sociedade brasileira e mundial.

A coisa é pra valer e as organizações formais e informais, junto com governos, sem governos, tá tudo se juntando numa mistura explosiva – uma explosão de amor e farta solidariedade. Prefiro acreditar que seja assim e assim quero me manifestar. Uso de minhas prerrogativas (absolutamente individuais) do direito à comunicação e só falo por mim e só por minha língua.

Em Porto Alegre durante os debates de lançamento do mais novo rebento dessa seara que se ergue dos subterrâneos, que é o MPB – música para baixar, a gente falou disso, da necessidade de reconstituirmos a idéia das grandes mutações, mas com algo de bom que sobrou do movimento hippie, do punk, do beatnik, da tropicália, do lirismo modernista de manuel bandeira, do niilista Nietzche, de Tristan Tzara a Stockhausen, de todos os povos e misturas, de todos os alquimistas, de todos os caldeirões mágicos e fenomelógicos, e a partir desse caldeirão, falar de amor, do amor que podemos sentir pelos outros, pelo que ainda nos resta de humanos.

Só podemos mudar as coisas dentro da perspectiva de novas lógicas ou de novas relações sociais, que vem alimentando todos os fóruns sociais, de tecnologia, de música, de cultura colaborativa, com o bordão – um mundo melhor é possível. Claro que é possível, é preciso acreditar, e mais que isso, trabalhar para que novos paradigmas (auto-gestão e sustentabilidade) sustentem essa luta e consolidem a nova-velha humanidade que pode advir daí.

O MPB extrapola tudo que tenho visto por aí por que nasceu de um sonho de artivistas, de pessoas que entendem o mundo e as relações entre as pessoas como uma grande comunhão, global,compartilhada, radical mesmo, na raiz. Que venham das casas das pessoas, das salas de aula, dos bares, das vilas e favelas, é hora de colocar tudo para o todo, ter a grandeza e a coragem de quebrar monopólios e portfólios, de botar o autor no lugar dos comuns junto com os comuns por que de deuses a nossa história já está cheia e nós já estamos de saco cheio.

O jeito então é lutar e superar a lógica impessoal das insanas corporações, de pregar liberdade, amor, tecnologias livres e responsabilidade com a vida, com as pessoas, com o meio ambiente, enfim compartilhar tudo que fomos capazes de construir no correr da história humana.

Morre um modelo de produção selvagem e excludente dentro do capitalismo voraz que devora dignidades e desequilibra o jogo da vida colocando o futuro da humanidade em alto risco, seja pela gula, seja pelos excessos dos consumidores, provocados que são, pela propaganda, criando um brinquedo atrás do outro. É tudo rápido demais, é tudo efêmero, quebre o brinquedo e veja, não há nada dentro (curiosidade de qualquer criança), quebre essa corrente do compre mais, quebre mais, junte o lixo, esconda debaixo da cama se for capaz. Não dá mais para se esconder debaixo do tapete da sala, meu caro!

As coisas não podem mais ficar para depois, a sociedade precisa estar atenta e se fortalecer, se organizar, combater esses males que são nocivos para todos, não para mim, nem para você só. A responsabilidade é geral. Ninguém tem o direito de negar essa responsabilidade. Capitalismo prega egoísmo. Nós queremos a liberdade de escolher não ser egoístas, a gente quer escolher compartilhar. O mestre Paul Singer disse uma coisa numa reunião em Brasília que nunca esqueci: “Não vamos confrontar com ninguém. As armas são outras. Queremos é seduzir, colocar alternativas para a cultura e mais que isso, para toda a sociedade, de que existem outras formas de felicidade”, ou seja, queremos uma humanidade mais lúdica, mais aberta para a lindeza de um sorriso, mais aberta para repartir, comungar, celebrar com todos os irmãos que formam a grande comunidade humana.

O cara pirou? Não, cara, sonhei, sonhei um sonho que é possível, não precisamos esperar a tragédia para experimentarmos o gosto de se somar aos outros. Pergunto aos meus botões, por que as pessoas só se tocam na hora da tragédia, nas grandes catástrofes? Por que esperar o pior para construir o melhor? Somos a soma dos comuns e é uma delícia sentar em roda e tocar, cantar, dançar, sonhar, bailar, sem medo de ser feliz, ninguém perde nada com isso, todo mundo ganha com isso, dinheiro é ilusão, dê um delete hacker na conta deles, dá um limpa e pronto: são meros números, aquilo não representa nada, a não ser espoliação, exclusão, concentração absurda de riqueza que nos desconectou a todos. O momento nunca foi tão propício para podermos mostrar a força das construções coletivas.

O que parecia brincadeira de adolescentes está se espalhando e formando redes que, uma vez conectadas, nunca mais terá retorno.
O encontro MPB nos mostrou que estamos conectados na capacidade de nossas almas comungarem princípíos solidários.

Mas isso assusta, isso deixa muita gente com medo, sei disso, entendo até, mas acredite: ninguém perde nada, todo mundo pode ganhar por que as coisas a partir daí vão se transformar, os valores se ampliarão para outras esferas da percepção humana que é muito imaginativa, muito criativa. Não é se eximindo de responsabilidades que iremos resolver nossas terríveis diferenças, que geram fome, dor, indignidade.

Claro que a coisa é complicada e esse texto encontrou desvios que guiaram minhas mãos, mas aceito e gosto do risco, são eles que alimentam, que fazem querer continuar, querer ampliar a luta, o que era para ser um artigo “jornalístico”, virou isso. Nem sei dizer o que é. Mas é o que sinto e o que me faz vibrar.

Fernando Anitelli do Teatro Mágico e Richard Serraria da Bataclã F.C.

Fernando Anitelli do Teatro Mágico e Richard Serraria da Bataclã F.C.