Arquivo para agosto, 2009

Underdogs

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , on agosto 24, 2009 by osviralatacaipira

A viola caipira e rock”n roll dos Viralatas

Fama de malucos, jeito de quem não tá nem aí pro mundo, eles provam que as aparências iludem. No show, propostas definidas, inspirações libertárias e políticas

Leidiane Montfort
Da Redação do Jornal A Gazeta (MT)

Depois de um show marcante no Cine Teatro Cuiabá o grupo Os Viralata volta ao palco. Mas ninguém garante que será da mesma forma, jeito ou pegada que surpreendeu os que compareceram ao lendário teatro na Capital. Afinal dos irmãos Eduardo Ferreira e André Balbino pode se esperar quase tudo. Fama de malucos, jeito de quem não tá nem aí pro mundo, eles mostram que a aparência ilude, afinal o próximo show da banda vem com marcas e propostas bem definidas e inspiração libertárias e políticas. E pelo menos a promessa é de uma apresentação para fisgar os amantes do bom, velho e gostoso rock”nroll.

Criado a partir das violas caipiras e inspirações do rock dos irmãos André Balbino e Eduardo Ferreira, Os Viralata é composto por Anna Marimon ( poeta), Amauri Lobo, Danilo Bareiro e Rubens Lisboa. Juntos eles vêm realizando pesquisas sonoras com as violas e buscam ampliar suas possibilidades para além dos modismos. A proposta é de explorar as infinitas combinações que a viola oferece. O trabalho está em fase de transição e perspectiva de uma mini turnê nacional passando por Recife, Florianópolis, Brasília e Porto Alegre, o objetivo é ainda interagir com artistas locais.

O som da banda traz blues, rock”n roll, pagode mineiro, umas classicosas fakes inventadas, funk, samba, brega. Tudo numa salada mista de experimentações de músicas de autoria de Eduardo Ferreira e André Balbino que são ancoradas por experientes músicos do cenário matogrossense e também de performance de interpretação e poesia com Anna Marimon, primeira-dama do bando. “Flertamos com vários estilos mas a viola transcende a qualquer rótulo”, declara Ferreira.

Re-Mecânica- Os Viralata se apresentam nesta quinta na festa que é uma releitura de um “furdunço” cultural que aconteceu em 1983 em Cuiabá, em que os artistas independentes da terra em que se dizia encontrar jacarés nas esquinas e cobras e índios por todos os lados queriam se firmar que eram mais que isso. E eram. “Naquela época a Mecânica da Palavra conseguiu criar um cenário de postura política e social em que se firmava fortemente a postura do que nós defendíamos e acreditávamos de princípios libertários e anarquistas. Rolou muita loucura, claro, mas tudo era dentro do contexto daquele momento. Agora a Re-Mecânica se propõe a ser um evento de efervescência da cultura urbana de Cuiabá. Uma emblemática pausa para reflexões”,.

O evento multicultural vai contar com participação de poetas, músicos, palhaços, atores e artivistas. A Re-mecânica acontece nesta quinta, dia 13, no Clube Feminino, na rua Barão de Melgaço, próximo à Cemat, a partir das 18 horas. O evento marca ainda o lançamento do movimento Música Para Baixar MPB- em Cuiabá, um movimento nacional que alia princípios de tecnologias livre, direito autoral flexível, cultura colaborativa, cultura livre, cultura digital, enfim, o movimento é libertário e se norteia por princípios autogestionários. “Uma espécie de “faça você mesmo”, com um avanço para o “façamos nós mesmos”. Um contraponto ao capitalismo voraz, uma atitude frente ao mundo insano do consumismo desenfreado e inconsequente”, na opinião do artivista.

BOX

MPB- Música Popular Para Baixar- Essa é outra paixão do viralata Eduardo Ferreira. O movimento busca discutir o futuro da distribuição dos produtos da Indústria Cultural como músicas, livros, peças, etc. “A dinâmica do mundo mudou, o que estamos questionando é o direito à liberdade de aceitar o que é imposto. Queremos a flexibilização dos direitos autorais”, declara.

Eduardo lançou o livro Eu Nóia em que aplica o conceito de obra compartilhada e autoriza a divulgação do que nele está impresso. “O pensamento é o de expandir o alcance da sua obra, querer compartilhar o que você fez, ou está fazendo, com o mundo. Muitos artistas estão se juntando nesse esforço como Tico Santa Cruz, Leoni, Teatro Mágico, dentre tantos outros. Não dá para fingir que os tempos não mudaram, a dinâmica de produção e divulgação são outras. É preciso pensar no futuro, uma vez que as atuais estruturas de direitos autorais estão mais do que ultrapassadas e falidas, como o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) em que só se ouve falar mal, e que não dão conta da realidade trazida com a Internet. Afinal, quem é capaz de controlar a distribuição na internet?”, questiona.

O que parecia brincadeira está se espalhando e formando redes sem volta. A internet revolucionou as estruturas da indústria cultural e suscita novas discussões na sociedade. Hoje quando o artista compõe uma obra, automaticamente ele já está protegido por direitos autorais. Esses direitos, na visão de Eduardo, funcionam como instrumento de manutenção de poder. Para exemplificar o músico cita a lei que ficou conhecida como Mickey Mouse, segundo a lei o ratinho mais famoso do mundo ao completar 70 anos entraria em domínio público (livre acesso e divulgação). Perto do prazo expirar, graças ao lobby forte dos empresários norte-americanos, o prazo se estendeu para 90 anos. “Há toda uma indústria que luta forte para manter essa estrutura. Só eles lucram, os artistas não”.

O intuito do MPB é fazer as obras circularem. “É quebrar a normalidade do sistema. Mas tem gente que não aceita, são os que se assustam com esses princípios libertários. Cenário que aponta uma grande falta de informação sobre o anarquismo, que não é bagunça e sim uma organização social coletiva para a qual o mundo se encaminha”, pensa Eduardo.

Mas como ficam os direitos de quem cria e seus lucros? Eduardo conta que escreveu uma tese em que se aprofunda nos novos modelos de negócio. Mas adianta que é preciso pensar diferente. No mundo em que segue o trilho do software livre o pensamento fransciscano é a tônica do processo. “Quem dá recebe. O problema é que por muito tempo o pensamento foi de apenas receber. Agora, as lógicas que funcionam são completamente novas, com sensibilização e responsabilidades mais humanas. O novo sempre vem e é preciso estar atento”, finaliza.

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SETEMBRO ARTE URBE

Posted in Uncategorized with tags , , , , on agosto 20, 2009 by osviralatacaipira

estamos em movimento, isso é óbvio.
é obvio também que os movimentos se sucedem ou se encadeiam ou se constituem como redes que, uma vez entrelaçadas, constituem a própria síntese da vida humana no plano total onde nada se separa onde tudo está intrinsecamente ligado como condição essencial da vida. após o imenso bolo preambular tentarei focar: FOCO! AÇÃO: RODANDO!

sim, estamos criando uma rede de criativos ativos que estão se reunindo para celebrar a vida a arte e toda forma de expressão que signifique ou resignifique-se sem resignar-se ao contrário indo na direção da meta toureira metendo gols nesse jogo desembestado da vida que se sacode nesse grande caldeirão.

sim, queremos a explosão libertária dos instintos críticos criativos poéticos musicaes musicaos cannibals nada literals comedores de ópio comedores de ocos ecos sacros profanos filhos de quem? amém.

em setembro queremos re mecanizar a palavra soltar o verbo soltar os versos as cantorias os clowns as diversas trupes invadir os espaços públicos e ali ficar refletindo discutindo cantando recitando flanando ao som da vida que passa.

não entendeu nada?
menos ainda, eu!
primeiro acaba, depois é só retomar o fio que a tudo liga.

(inté, eu? quem sou eu? não! não me faça perguntas difíceis!)

Osviralata

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , , , , , , , , , on agosto 18, 2009 by osviralatacaipira

a visão do fotografo é como um recorte. Vi o show em fragmentos. Pedaços de imagem laminadas. O som contínuo. Nuvens acústicas por vezes carinhosas em outras trovoadas.
Um híbrido de caipira com rock. Um banquete ofertado à musas. Cacos. Misturas. Intimista e Explosivo. Cenário e luz simples, sem firula, mas com fervor pós-moderno das esculturas de Anna. Um abajur. Uma boneca. Vídeos que serpentearam o fundo e compunham uma paisagem urbana. Os cachorros são viralatas. Viram e reviram referências clássicas, caipiras, rocks… Não respeitam nada e não recuam ao absurdo avançando com ousadia e segurança.
As fotos são o retrato estático da emoção. Um quê de luz no silêncio do som. Quem sabe na próxima você não está lá, não é!?

(texto e fotos de claudio oliveira)

Engrenagem de peso

Posted in Uncategorized on agosto 17, 2009 by osviralatacaipira

Foi feito visita,em forma de celebração. O que viria de frente entrou pelo verso e não foi só de som e prosa que se fez a noite. /re-mecânica da palavra mexeu com nossa imaginação. Entrando pelos poros a partir de fatos e fotos; a vontade de falar poemas antigos, de ver coisas re-feitas.
Vinte e seis anos depois da primeira edição, a que não estive presente, nem lembro-me bem a modequê! As violas sob a regência do Pio, a mala de fugir, do Luis Carlos Ribeiro, e a poetada com a palavra acesa:Antonio Sodré, Antonio Carlos, Ana Amélia, Neirinha……….e tantas outras vozes. E as bandas com suas cores e transas, acordes ácidos e básicos. Muitas vozes contradizendo os revéses. Teremos isso tudo e mais um pouco, outras vezes, setembro, outubro, novembro, e quem sabe…….outros meses….

Luiz Renato

re mecânica da palavra com espírito livre

Posted in Uncategorized with tags , , , , on agosto 17, 2009 by osviralatacaipira

a tônica do pré lançamento MPB em cuiabá foi: se você chegou aqui esperando algo pronto e acabado tal qual o show business, podemos garantir que veio ao lugar errado: isso tudo é um hapenning, literalmente, um acontecimento tipo façamos nós mesmos, então tudo aqui será construído por todos que aqui vieram.

o espírito livre pegou. nossa concepção ao realizar esse evento foi de que todos participassem desde o princípio, ajudando a produzir o próprio acontecimento, o que quebrou totalmente os padrões dos velhos shows. um show de liberdade e celebração de diferentes modos de expressão.

rolou uma apresentação especial dos alunos do pio toledo, com versões bacanas de músicas de minas gerais (clube da esquina), de mato grosso, de música brasileira, com uma formação de seis violões, flauta doce e vozes, rolou uma roda desom, no meio do salão do clube feminino, quebrando a noção do espaço, criando outros espaços fora do palco italiano, aproximando as pessoas, cantando junto com as pessoas, com os poetas interferindo sempre, enfim, uma performance de abertura que já deu o tom do que seria a noite.

mural documentário, com referências de três décadas, dos anos de 1980 até hoje, grupo de teatro popular, do luis carlos ribeiro mandando ver com trecho da peça “mala de fugir”, discursos aleatórios, conversas de pé de orelha, onde ninguém queria discutir mercado (muita gente de saco cheio do predomínio do mercado sobre a arte, sobre a estética, sobre a ética…), onde o espírito de liberdade criativa e colaborativa reinava. e isso foi especialmente lindo.

depois vieram as bandas que fizeram shows memoráveis.

a noite do re mecânica da palavra abriu uma nova janela na perspectiva dos cuiabanos, todos saíram dali com um algo mais no sorriso e na vontade de continuar esse movimento.

em setembro faremos outro evento e mais gente se dispôs a colaborar trabalhando para que continue acontecendo e que cresça ainda mais a mobilização.

sugestões de muitos indicam que o próximo seja na universidade federal. depois as praças. agora com desconferências e formação de grupos de estudos para aprofundar as questões que permeiam a contemporaneidade, tais como, cultura digital, direito autoral, tecnologias livres, arte e transgressão, cultura e liberdade…

osviralata na re mecânica da palavra

Posted in Uncategorized with tags , , , , on agosto 11, 2009 by osviralatacaipira

quinta-feira. dia 13 de agosto. lua minguante. o ano é 2009. os ventos cuiabanos correm pelos becos escuros da cidade do calor. ventos quentes varrendo superfícies desgastadas pelo tempo. mas o que não é ouro nem prata também pode reluzir reiluminar reutilizar espaços abertos na crueza pura e simples da vida que concentra todos os tempos num tempo só. recortado multifragmentário carregado de pausas frações silêncios.

o peso das eras poderá ser a leveza de outrora. basta soltar os carros.

então tá: evento multicultural, com participação de poetas, músicos, palhaços, atores, artivistas, gente que liga, gente que enche a cara e se desliga, gente que cheira, que chora, gente que fuma, gente que detesta, enfim, acho que o clube feminino irá se encher de firulas audio visuais de novo áudio de novo gente de novo visuais de novo sons gritos poéticos assaltos performáticos clowns descendo as escadas nos pés de personagens shakespirianos não pire não pule que a escada é alta!

quem vai?
na barão de melgaço.
na esquina.
bem perto da cemat.

eduardo ferreira, danilo bareiro, pio toledo e andré balbino

eduardo ferreira, danilo bareiro, pio toledo e andré balbino

Re-Mecânica da Palavra

Posted in Uncategorized on agosto 5, 2009 by osviralatacaipira

dia 13 de agosto cuiabá sediará pré lançamento do movimento Música Para Baixar – MPB. Movimento nacional do segmento musical que alia princípios de tecnologias livre, direito autoral flexível, cultura colaborativa, cultura livre, cultura digital, enfim, o movimento é libertário e se norteia por princípios autogestionários. Uma espécie de “faça você mesmo”, com um avanço para o “façamos nós mesmos”. Um contraponto ao capitalismo voraz, uma atitude frente ao mundo insano do consumismo desenfreado e inconsequente.

Dia 13 é um marco para a cultura cuiabana e matogrossense, pois remonta a um evento-movimento de 1983 que, demarcou o início da arte urbana e contemporânea por essas bandas de cá. O evento promete e está mobilizando muita gente.

osviralata estarão lá mandando ver com seu show de conceito multicultural acompanhado pelas violas caipiras dos irmãos Balbino & Ferreira. Cartaz Mecanica da Palavra